Protesto no Parlamento

Futuros professores não desistem<br> do actual modelo de estágio

Um grupo de estudantes e futuros professores estagiários de várias instituições do ensino superior do País – de Lisboa a Coimbra – manifestou-se junto à Assembleia da República, na sexta-feira, contra os novos modelos de estágios. «Somos mais com mais formação», cantavam os participantes em coro, contestando a decisão do Governo de retirar-lhe a leccionação em duas turmas do ensino básico ou secundário, o pagamento dos seus serviços e a obrigação de pagar mais um ano de propinas, mesmo estando a trabalhar e a suportar todas as despesas.
O protesto iniciou-se às 9h30 e nem o calor nem a falta de respostas afastou os manifestantes. Apenas às 13h15 alguns deputados – entre eles a eleita do PCP Luísa Mesquita – desceram as escadarias do Parlamento para os informar sobre a reunião da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, que decorreu durante a manhã.
No encontro, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou que a política dos estágios pedagógicos de candidatos a professores tem que ser repensada, considerando que as universidades estão a formar docentes em excesso.
Os deputados do PCP criticaram o Ministério da Educação por apresentar a medida a três meses do início do ano lectivo e não ter discutido o novo modelo de estágio com estudantes, escolas, parceiros sociais e sindicatos. Luísa Mesquita apelidou a decisão da tutela de «hipócrita» por ser uma medida de «desemprego e de limpeza».
Entretanto, já esta semana, os futuros professores decidiram organizar uma manifestação nacional no início do ano lectivo de 2005/6, prometendo não desistir das suas reivindicações.


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